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| Fenômeno climático deve impactar principalmente Agreste e Sertão no segundo semestre de 2026 |
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Quando a temperatura ultrapassa a média histórica em mais de 0,5°C, o fenômeno é configurado. Já o chamado “Super El Niño” acontece quando essa anomalia supera os 2°C.
De acordo com a meteorologista da Apac, Edvânia Santos, o pico do fenômeno, caso ele realmente se intensifique, deve ocorrer entre novembro e dezembro de 2026 e janeiro de 2027.
“Quando o oceano está mais aquecido, as águas tendem a evaporar para formar nuvens de chuva. Como o Pacífico é uma região muito extensa, isso influencia toda a circulação atmosférica”, explicou.
A especialista destacou que episódios semelhantes ocorreram entre 1982 e 1983, 1997 e 1998, e 2015 e 2016. Em todos os casos, o Nordeste enfrentou redução significativa das chuvas e agravamento da estiagem.
Segundo a Apac, os primeiros efeitos em Pernambuco devem ser sentidos ainda no segundo semestre deste ano, principalmente com aumento das temperaturas e baixa umidade do ar no Sertão e Agreste.
“Geralmente, no Sertão, a recomendação é evitar exposição ao sol e atividades físicas entre meio-dia e 15h, quando a umidade fica mais baixa e o calor aumenta”, alertou Edvânia.
Apesar do cenário de preocupação, a meteorologista afirmou que ainda é cedo para confirmar se o fenômeno atingirá intensidade extrema.
“Existe a possibilidade, mas ainda não há certeza. Julho e agosto serão meses importantes para acompanhar a evolução desse quadro”, pontuou.
A especialista também explicou que o comportamento do Oceano Atlântico pode amenizar os efeitos do El Niño no Nordeste. Caso o Atlântico Equatorial apresente temperaturas elevadas, parte das chuvas pode ocorrer dentro da normalidade.
No restante do Brasil, os impactos devem variar conforme a região. Enquanto Norte e Nordeste tendem a enfrentar tempo mais seco e quente, o Sul e Sudeste podem registrar aumento das chuvas e risco de eventos extremos.Diante das previsões, a Apac informou que mantém monitoramento climático contínuo em parceria com outros estados do Nordeste e reforçou a importância de a população acompanhar os boletins meteorológicos e os alertas emitidos pelos órgãos oficiais.


