sábado, 8 de agosto de 2026

'Só saíram de cima porque o sino tocou', diz mãe de adolescente que denunciou estupro coletivo dentro de escola

Casos teriam ocorrido em dias diferentes e envolvem cinco alunos; Polícia Civil investiga as denúncias
A Polícia Civil de Pernambuco investiga denúncias de abusos sexuais contra duas adolescentes de 14 anos dentro de uma escola municipal do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife.

Segundo a defesa das vítimas, os casos aconteceram em dias diferentes, com aproximadamente um mês de intervalo. As adolescentes teriam sido abordadas por cinco alunos da mesma escola enquanto estavam sozinhas em uma sala durante o intervalo.

De acordo com os relatos apresentados à polícia, em uma das situações os estudantes teriam utilizado violência e ameaças contra a adolescente. A agressão teria sido interrompida quando o sinal tocou e os alunos retornaram às atividades escolares.

"Começaram a dar murro nas costas dela e ameaçando o tempo todo, tentando tirar a roupa dela. Só não conseguiram tirar a roupa dela porque a calça era muito apertada. Os meninos só saíram de cima dela porque o sino tocou na escola, para poder retornar à sala", disse a mãe de uma delas.

A advogada das vítimas, Luanny Porto, informou que os cinco adolescentes apontados nas denúncias são alunos do 9º ano, mesma série das vítimas. Segundo ela, uma das adolescentes contou o que havia acontecido à direção da escola, mas a família questiona as providências adotadas após a denúncia.

Os casos são investigados pela 14ª Delegacia da Mulher, em Pontezinha. As adolescentes foram encaminhadas para exames no Instituto de Medicina Legal (IML) e também deverão receber acompanhamento psicológico.

As jovens estão afastadas das aulas desde terça-feira (4). Segundo a defesa, os cinco alunos apontados foram suspensos, enquanto as famílias das vítimas decidiram transferi-las de escola por falta de segurança.

Em nota, a Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho afirmou que não houve omissão por parte da escola e informou ter aberto um procedimento administrativo para apurar a conduta dos profissionais envolvidos.

O Conselho Tutelar também foi acionado. A investigação deverá esclarecer as circunstâncias dos dois casos e as responsabilidades dos envolvidos.

Com informações do G1