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| CGU concluiu processo administrativo que reuniu relatos de professoras e alunas sobre abordagens de cunho sexual, intimidação e perseguição |
A penalidade foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União. Além da demissão, o ex-docente ficou impedido de ocupar cargo público federal pelo período de cinco anos.
Segundo a UFAPE, as denúncias foram apresentadas em 2018. Durante a apuração, a CGU assumiu a condução do processo, que reuniu depoimentos de vítimas e testemunhas.
O relatório da comissão apontou relatos de telefonemas com propostas de cunho sexual, abordagens durante caronas, comentários obscenos direcionados a estudantes e episódios de intimidação e perseguição dentro da universidade. A comissão concluiu que houve violação grave dos deveres funcionais e recomendou a demissão do servidor.
Em nota, a UFAPE informou que respeitou o devido processo legal, assegurando o direito ao contraditório e à ampla defesa, e reforçou que mantém canais permanentes para acolhimento e apuração de denúncias de assédio e outras formas de violência no ambiente acadêmico.
Até a última atualização do caso, não havia confirmação sobre eventual investigação criminal relacionada aos fatos.
