sábado, 27 de junho de 2026

Pernambucano do Brejo da Madre de Deus integra exército da Ucrânia e está lutando na guerra contra a Rússia

Aos 27 anos o combatente realiza o desejo de participar desse momento histórico 
Um morador de Brejo da Madre de Deus está vivendo uma experiência incomum e de alto risco. Natural de São Domingos, o brejense Erik Antero, de 27 anos, decidiu se voluntariar para atuar na guerra da Ucrânia e está no país europeu há cerca de um mês.

Segundo Erik , o processo de inscrição para integrar as forças ucranianas foi rápido e relativamente simples. A decisão foi motivada pelo desejo de participar de um momento histórico e pela busca de um objetivo pessoal ligado à carreira militar.

O brejense relatou que, ao longo da vida, tentou ingressar em instituições ligadas à segurança pública e às Forças Armadas no Brasil, incluindo Exército, Polícia Militar e Guarda Municipal, mas não conseguiu alcançar esse objetivo. Diante disso, viu na oportunidade de atuar na Ucrânia uma forma de buscar realização pessoal e seguir o caminho que sempre desejou.

Atualmente, Eric integra um batalhão de infantaria de operações especiais. Por questões de segurança, ele não pode divulgar detalhes sobre sua localização nem sobre as missões realizadas, mas afirma que pretende compartilhar aos poucos informações sobre o dia a dia de um pernambucano vivendo em meio ao conflito.

De acordo com o voluntário, a experiência também possui retorno financeiro, que varia conforme o grau de dificuldade e a periculosidade das missões. Ele explica que os militares convivem constantemente com situações de risco, incluindo bombardeios e ataques das forças russas contra os grupamentos do Exército ucraniano.

Erik informou ainda que assinou um contrato com duração de três anos. No entanto, após seis meses de atuação, existe a possibilidade de solicitar o encerramento do vínculo caso decida retornar ao Brasil.

Morador de São Domingos durante toda a vida, o brejense acredita ser atualmente o único pernambucano atuando voluntariamente na Ucrânia, ao menos entre os combatentes que conhece.

Mesmo distante de casa, ele pretende manter contato para mostrar aos brejenses um pouco da realidade vivida em uma zona de guerra.