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| Polícia aponta uso de CACs, servidores públicos e “laranjas” no desvio de armas para facções criminosas |
Ao todo, 66 armas e quase 4 mil munições foram apreendidas durante as duas fases da investigação. A operação também resultou na interdição de um clube de tiro e de uma loja de armas apontados como peças centrais do esquema criminoso.
Segundo a Polícia Civil, a organização era formada por CACs, servidores públicos e empresários que adquiriam armamentos legalmente e depois revendiam o material de forma irregular.
As investigações começaram em março de 2025, após a apuração de um homicídio no Sertão pernambucano. Durante as diligências, o Grupo de Operações Especiais (GOE) identificou o uso de “laranjas” para ocultar os verdadeiros compradores das armas.
De acordo com o delegado Jorge Pinto, os investigados utilizavam documentos fiscais e registros legais para transferir os armamentos a terceiros sem controle das autoridades.
Nesta fase da operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, além da suspensão das atividades econômicas dos estabelecimentos ligados ao grupo.
A Polícia Civil afirma que as provas apontam que armas compradas legalmente acabavam sendo desviadas para integrantes de organizações criminosas da região.
Quinze pessoas foram indiciadas por crimes como organização criminosa, comércio ilegal de armas, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
A operação contou com apoio da Polícia Federal, Exército Brasileiro, Secretaria da Fazenda de Pernambuco e do Ministério Público de Pernambuco.


