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| Adolescentes eram mantidas em ambiente insalubre, sob ameaças e dependência financeira criada pela aliciadora |
Três das adolescentes são residentes do Recife. A quarta adolescente mora em Jaboatão. As vítimas foram encaminhadas à rede de proteção e devem retornar para as respectivas cidades.
De acordo com o delegado Paulo Furtado, gestor da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a operação teve início após a denúncia da família de uma das adolescentes, recebida pela delegacia na segunda-feira (23).
O delegado explicou, que a família da adolescente informou que tinha mais ou menos o conhecimento de onde a filha estava e que suspeitada que ela havia sido captada para a realização de alguma prática ilícita.
Paulo Furtado detalhou como a indiciada aliciava as adolescentes, todas de famílias em situação de vulnerabilidade.
“Ela fazia propostas de emprego variadas às adolescentes, prometia que elas iam ganhar muito dinheiro, às vezes falava em ‘ser modelo’, influencer digital, mostrava fotos bonitas, fotos das praias”, explicou.
A mulher, que foi encaminhada ao sistema prisional e já está à disposição da Justiça, permanecerá no Rio Grande do Norte. Ela responderá pelos crimes de manter casa de prostituição, cárcere privado e exploração sexual de menores. Este último, artigo 218B do código penal, se refere a crimes contra a sexualidade de vulnerável, um crime inafiançável que pode levar de 7 a 16 anos de reclusão.
O local em que as adolescentes foram encontradas e eram mantidas “era bastante hostil, um ambiente insalubre” com colchões no chão. A proprietária e aliciadora criava mecanismos de dependência financeira, dificultando que deixassem o local sob o argumento de supostas “dívidas”.
