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| A família é natural de São Paulo |
O laudo oficial apontou "exposição acidental a descarga elétrica" como causa dos óbitos. Segundo o IML, os exames cadavéricos identificaram sinais claros da passagem de corrente elétrica pelos corpos das vítimas, descartando definitivamente a hipótese de afogamento. Os corpos da família, natural de São Paulo, já foram liberados para sepultamento.
A sequência dos fatos começou quando a família chegou à Pousada Almaré. Eles identificaram um problema no chuveiro elétrico do quarto. Enquanto o companheiro da mulher se dirigia à administração para reportar o defeito, a mãe e a criança decidiram ir à área da piscina. Relatos à polícia indicam que nenhum dos dois tinha grande habilidade na natação.
Ao retornar e notar a ausência deles, o homem os encontrou submersos no fundo da piscina. Com a ajuda de outros hóspedes, ele retirou os dois da água e iniciou manobras de reanimação, mas os esforços do Corpo de Bombeiros e da equipe do pronto-socorro local não foram suficientes.
Com a nova informação do laudo, a Polícia Científica retornou à pousada na manhã desta terça-feira (6) para realizar exames minuciosos na estrutura do local. A perícia técnica irá inspecionar toda a instalação elétrica no entorno da piscina e também analisará as imagens do sistema de videomonitoramento. O objetivo é reconstituir o incidente e identificar a possível fonte da descarga.
"O conjunto de provas técnicas do IML e do Instituto de Criminalística será consolidado em laudos e encaminhado à Polícia Civil, que conduz o inquérito para esclarecer as responsabilidades do incidente", informou a Polícia Científica em nota.
A Almaré Pousada Exclusiva havia publicado uma nota na segunda-feira (5), informando que "as circunstâncias do ocorrido estão sendo apuradas pelos órgãos responsáveis, aos quais a pousada presta total colaboração". Questionada sobre o novo laudo do IML, a pousada não se manifestou até o momento. A Prefeitura de Maragogi segue prestando solidariedade à família e apoio às investigações.
