“Não quebrará o caniço rachado, nem apagará a pequena chama que quase não dá luz. Ele mostrará amor aos fracos e dará força aos desanimados.” — Isaías 42:3
Há algo muito especial no simples fato de os discípulos terem se reunido novamente depois da crucificação. Imagine como eles deviam estar naquele domingo: envergonhados, confusos, assustados… apenas dois dias antes, haviam fugido e se escondido.
Fico pensando no que fizeram naquele fim de semana.
Onde estavam quando o céu escureceu?
Estavam perto quando o véu do templo se rasgou?
Ou ouviram falar dos túmulos que se abriram?
Ninguém sabe ao certo.
Mas sabemos de uma coisa: eles voltaram.
Um a um. Devagar. Saindo dos seus esconderijos, voltaram a se reunir. Talvez buscassem consolo uns nos outros. Talvez lembrassem das palavras de Jesus, do jeito como Ele os ensinava, corrigia com doçura e jamais os condenava. O Mestre sempre foi leve, e Seu fardo também.
Alguma coisa dentro deles — mesmo feridos, confusos e decepcionados consigo mesmos — os impediu de desistir. E naquele ambiente de medo e insegurança, surgiu um fio de esperança… algo lhes dizia que Deus ainda faria alguma coisa.
E fez.
Eles voltaram… e Jesus também.
Oração: Senhor, lembro-me de vezes em que, assim como os discípulos, também fugi e me escondi quando a vida ficou difícil. Obrigado porque Tu me recebes de volta, me perdoas e me restauras. Amém.