terça-feira, 23 de junho de 2020

Evoluindo bem: Hilário volta a conversar com sua família por vídeo-chamada e a caminhar com ajuda de profissionais

O prefeito do Brejo da Madre de Deus, Hilário Paulo (PSD), voltou a conversar com suas filhas e esposa, por meio de vídeo-chamada no início da noite desta terça-feira (23). Ele está internado na UTI – Unidade de Terapia Intensiva – do Hospital Unimed em Caruaru, desde o dia 02 de junho, quando teve o quadro de saúde agravado em virtude do Covid-19.

Para a família, as orações e o profissionalismo do médico Dr. Ronaldo Souto, foram fundamentais para a restauração do quadro de saúde do prefeito Hilário Paulo.

Na conversa que durou alguns minutos, o prefeito chegou a dizer que estava com saudades de sua família, dos amigos e da cidade do Brejo da Madre de Deus.

“Papai tá com muita saudades de vocês, dos amigos e com vontade de voltar pra casa. Saudades de passar o dia em Brejo e a noite em São Domingos, mas estou bem melhor e logo poderei matar essa saudade, pena que não fico com o celular para poder ficar falando com vocês”, falou o prefeito que se emocionou em seguida, ao ver a primeira dama Maria da Paz (Nininha) e sua netinha Heloísa.

De acordo com Hilana Nascimento, filha mais velha do prefeito, Hilário chorou muito durante a chamada de vídeo e chegou a fazer perguntas sobre pagamento de funcionários públicos e do andamento de obras que vinha executando a frente da Prefeitura.

“Eu apenas respondi que estava tudo bem e que ele não se preocupasse, que focasse no tratamento para poder voltar a trabalhar”, enfatizou.
A reportagem do Agreste Notícia conversou com exclusividade por telefone com o médico Dr. Ronaldo Souto que pontuou:

“Hoje, mais uma vez o prefeito Hilário surpreendeu, além de boa recuperação funcional respiratória, já conseguiu sentar no leito e caminhar com ajuda, o que é muito bom devido à gravidade a qual ele apresentava, pois além da miopatia do paciente crítico o qual observamos nessa população de doentes”.

Do Estação Notícias / Agreste Notícia

Senado aprova adiamento das eleições municipais, devido a pandemia


Primeiro turno para 15 de novembro, e o segundo, para 29 de novembro

O Senado aprovou, há pouco, em primeiro turno, o texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC) que adia as eleições municipais deste ano em razão da pandemia do novo coronavírus. O texto, votado em sessão remota, foi aprovado por 67 votos a 8 (duas abstenções).

Pelo calendário eleitoral, o primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e o segundo, para 25 de outubro. A PEC em votação no Senado adia o primeiro turno para 15 de novembro, e o segundo, para 29 de novembro.

Os senadores ainda precisam votar os destaques (propostas de mudança na redação) para concluir a votação da PEC em primeiro turno. Esta etapa não havia sido finalizada até a última atualização desta reportagem.

Por se tratar de emenda constitucional, o texto ainda precisa ser submetido ao segundo turno de votação, o que deve acontecer ainda nesta terça. Se aprovada em segundo turno, a PEC seguirá para a Câmara dos Deputados.

O adiamento das eleições tem sido discutido pelo Congresso Nacional, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e por especialistas nos últimos meses.

Condições sanitárias

O texto-base aprovado foi proposto pelo senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator do tema.

Além de transferir as eleições de outubro para novembro, a PEC permite ao plenário do TSE definir novas datas para o pleito em cidades que não tiverem condições sanitárias para votação em novembro.

O texto define que a decisão pode ser de ofício, isto é, por iniciativa do TSE, ou por questionamento dos presidentes dos tribunais regionais eleitorais (TREs). As autoridades sanitárias deverão ser consultadas.

Nesses casos, a data-limite para as eleições será 27 de dezembro de 2020. O TSE deverá dar ciência do novo adiamento ao Congresso Nacional.

Caso um estado inteiro não apresente condições sanitárias, o projeto define que o novo adiamento deverá ser definido por meio de decreto legislativo do Congresso. A data-limite também será 27 de dezembro de 2020.


Do Estação Notícias / Magno Martins

3 novos casos de coronavírus em Brejo da Madre de Deus nesta terça-feira

A Prefeitura de Brejo da Madre de Deus através da Secretaria Municipal da Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica, informa que foram confirmados 03 novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, trata-se de 01 mulher (43 anos de idade) e 02 homens (26 e 48 anos de idade), 11 casos suspeitos foram descartados e 04 pessoas receberam alta por cura clínica.

Desde o início da pandemia foram registrados 235 casos; 94 encontram-se em quarentena domiciliar, 03 internados; 06 pacientes vieram a óbito; 132 pacientes já receberam alta após a cura clínica; 374 suspeitas foram descartadas até aqui; 04 casos suspeitos estão em investigação.

As síndromes gripais, 602 pessoas foram notificadas no município, 108 pessoas estão em monitoramento, já outras 494 já concluíram o monitoramento.

Os novos casos confirmados de coronavírus em Brejo da Madre de Deus nesta terça-feira são:

Caso 1: Homem, 48 anos, Brejo Sede
Caso 2: Homem, 26 anos, Cavalo Ruço
Caso 3: Mulher, 43 anos, Sitio Açudinho
Confira as localidades afetadas pelo coronavírus em Brejo da Madre de Deus:

87 - Brejo Sede (cidade)
37 - São Domingos (Distrito)
33 - Fazenda Nova (Distrito)
30 - Barra de Farias (Distrito)
23 - Cavalo Ruço (Sítio)
12 - Sítio Fazenda Velha (Sítio)
2 - Catolé (Sítio)
2 - Cacimba de Pedro (Sítio)
2 - Açudinho (Sítio)
1 - Tabocas (Sítio)
1 - Serra Rasa (Sítio)
1 - Quatis (Sítio)
1 - Oitis (Sítio)
1 - Pedra Grande (Sítio)
1 - Jaracatiá (Sítio)
1 - Arara (Sítio)

Do Estação Notícias

Governo-PE decreta Lockdown em Caruaru e Bezerros

Governo-PE decreta Lockdown em Caruaru e Bezerros
O Governo de Pernambuco decretou nesta terça-feira (23), a restrição do funcionamento das atividades econômicas, nos municípios de Caruaru e Bezerros (ambos no Agreste), aos serviços essenciais, do dia 26 de junho a 5 de julho. Serão dez dias em que a população das duas cidades só poderão sair de casa para ir a supermercados, farmácias, padarias, postos de gasolina e serviços de saúde. Nos dois municípios também será permitido, ao longo desses dez dias, o funcionamento das atividades industriais, da construção civil (com 50% da capacidade) e de restaurantes para delivery.

Enquanto o Estado tem reduzido o número de casos e óbitos por causa da Covid-19, a região registrou aumento expressivo na disseminação da doença. Os dois municípios foram responsáveis por 71% do aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) no Agreste, na última semana. A região Agreste pulou de 267 para 358 casos de Srag na última semana. Em Caruaru, o salto foi de 97 para 152 casos. No município de Bezerros, o avanço foi de 27 para 37 casos.

Do Estação Notícias / Fonte: Edvaldo Magalhães

Prefeitura está fazendo capacitação para comerciantes brejenses que pretendem reabrir seus estabelecimentos

A prefeitura de Brejo da Madre de Deus através da Secretaria de Saúde, informa que em virtude da reabertura gradativa do comércio estão sendo realizadas capacitações para os estabelecimentos não essenciais que irão voltar a funcionar durante a pandemia do COVID-19.

As capacitações estão sendo realizadas no auditório da prefeitura nos dias 22, 23 e 25 de junho, das 8h às 13h.

A participação de todos os comerciantes é de extrema importância, pois será entregue após a reunião a certificação com autorização para reabertura comercial que deverá ser exigido em fiscalizações pela Vigilância Sanitária.

Contamos com a sua presença para juntos garantirmos a segurança na retomada das atividades econômicas no nosso município.

Do Estação Notícias / Assessoria

É OFICIAL! Aplicativo Guia Comercial Brejo Tem

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Sobre Nós

O Aplicativo “Guia Comercial Brejo Tem” do Brejo da Madre de Deus é uma ferramenta de busca e localização de fornecedores em diferentes setores do comércio, nossa missão é ajudar os comerciantes a encontrarem novos clientes e as pessoas encontrarem seus produtos e serviços.

Nosso Aplicativo chegou para facilitar a comunicação de comerciantes e consumidores, uma ferramenta prática e de fácil acesso, que possibilita uma consulta rápida e prática sem custos.

Procuramos trabalhar em parceria com os diversos setores do comércio, atendendo a expectativa e satisfação de nossos clientes que nos confiaram sua marca.

Com trabalho sério demonstramos responsabilidade e honestidade nesse projeto.

Missão

Nossa missão é ser o melhor Guia Comercial da cidade do Brejo da Madre de Deus, facilitar a vida das pessoas valorizando o comercio local e barateando o custo de publicidade.

Pedro Corrêa abre o jogo e detona Lula em entrevista a Magno Martins

O ex-deputado fala também sobre Sérgio Moro, presidente Bolsonaro e Supremo Tribunal Federal 

Em entrevista exclusiva ao blog do Magno Martins, rompendo um silêncio de quase sete anos de prisão, o ex-deputado Pedro Corrêa Neto, também ex-presidente nacional do PP, afirma que a prisão de Lula foi a maior afirmação da justiça brasileira. "Tive sete mandatos de deputado desde a época de Figueiredo, vi muita corrupção e convivi com muitos corruptos, mas nunca assisti tanta roubalheira quanto no Governo de Lula e do PT em geral. Foi o maior assalto aos cofres públicos da história", afirmou.

Corrêa não assume, categoricamente, que Lula é ladrão, mas suspeita do seu patrimônio, dando a entender ser fruto das corrupções em seu Governo. "Ele declarou uma poupança de R$ 12 milhões. De onde veio esse dinheiro? Eu não roubei, o dinheiro que arrecadei foi para campanhas, inclusive de Lula, que foi pobre e mudou de vida muito rápido. Eu venho de uma família rica, diferente dele", afirmou.

Corrêa assume que cometeu ilegalidades ao arrecadar dinheiro da Petrobrás, mas que não estava envolvido da arrecadação do mensalão. Entre as declarações do ex-parlamentar, ele também assume que a sua delação premiada foi fundamental para prisão do ex-presidente Lula.

“Eu digo que ele (Lula) sabia de tudo, pois ele sabia que íamos para a Petrobrás para arrecadar recursos, para poder financiar o partido. Ele sabia que o fundo partidário não dava. Na campanha dele de 2006, nós pedimos dinheiro a ele. E ele falou que "Paulinho" (Paulo Roberto, presidente da Petrobrás) tinha dito a ele que a gente estava bem de dinheiro. Mas o José Janene arrecadava sempre dinheiro e passava pro PT através do Delúbio Soares”, disse.

Perguntado sobre a sua relação e o que achava do ex-ministro e ex-juiz Sérgio Moro, Corrêa diz que ele perdeu o seu respeito ao aceitar o cargo. “Ele condenou Lula, que era o principal opositor de Bolsonaro. Ele foi para um governo que não sabia para onde estava indo. Eu não votaria em Bolsonaro porque ele é assim. Eu sei quem ele é. E Moro saiu mal, saiu batendo no presidente”, afirmou. 

Veja abaixo a sua íntegra:

O senhor se sente injustiçado?

Em relação à prisão da lava jato, sim. Não tenho mais nada a ver com a Lava Jato. Estou preso por conta da minha condenação no Mensalão. Fui condenado a 7 anos, dois meses e sete dia e estou preso há 6 anos, seis meses e 17 dias. Eu já deveria estar solto faz tempo, mas por uma incompreensão do ministro Roberto Barroso, que não quer cumprir uma decisão do colegiado do Supremo, que decidiu que o decreto do ex-presidente Temer era constitucional e que ele tinha autoridade para fazê-lo, que me deu o indulto, apesar de eu não ter podido pagar a multa. A multa era de 900 mil reais. Quando o juiz mandou para a vara de execuções, ele corrigiu para 1,6 milhão e hoje está em 3,5 milhão. Se eu tivesse o dinheiro que dizem que eu tenho eu já teria pago.

O senhor foi acusado de roubar. Mas o senhor roubou?

Eu não vou dizer a você que eu não tenha cometido nenhuma ilegalidade. Eu cometi. Eu era presidente do partido e eu arrecadei muito dinheiro da Petrobrás e etc. O Mensalão eu não fazia parte da arrecadação, eu pedi como sempre pedia aos empresários amigos. O pessoal da Lava Jato diz que nós arrecadamos R$ 400 milhões, que não é verdade. Porque esse dinheiro tinha que ter passado em algum banco, em algum lugar... e na verdade não teve isso. O Youssef, que foi preso, que arrecadava dinheiro da Petrobrás nesse caso. Isso era uma coisa comum. A Petrobrás sempre fez isso, em todos os governos. Por ter ligações com usinas, eu fazia parte da bancada do açúcar, então eu arrecadava dinheiro do Sindicato do Açúcar e usineiros.

Esse dinheiro que o senhor fala – de R$ 400 milhões – foi destinado para a campanha de Lula também?

Claro. Para todos os partidos. O Youssef arrecadava para todos os partidos. No final, Paulo Roberto Costa queria ser presidente da Petrobrás e queria fazer uma bancada. Então se ligou a vários partidos. Quando nós indicamos o nome dele pra diretoria de abastecimento, foi aceito com muita facilidade, com exceção do presidente da Petrobrás. Pois o ex-diretor dizia que dava "1 milhão e tanto" para o presidente da Petrobrás. E isso ficou provado. E teve uma encrenca grande para nomear o Paulo Roberto. O presidente Lula teve que intervir nessa questão.

O PT criou aquela imagem da ética e dos bons costumes. O senhor que conviveu de perto, o que pode dizer?

O PT, como todo partido que foi para a presidência, quis montar uma base aliada para garantir a administração, a partir do Mensalão. O PT não estava preparado para ser Governo. Lula estava, mas o PT, não. Eles acharam que tinham que colocar a companheirada toda deles nos cargos. Aí colocaram gente incompetente. Sindicalistas, gente que não tinha noção de gestão pública. Esse povo gerou essa corrupção tão grande, a maior do País. Se envolveu num mar de lama.

Por que os lulistas acham que Lula não é corrupto?

É essa coisa de achar que ele é a tábua de salvação. Eles sabem que não tem outra liderança. Haddad e esses outros não existem. Lula está velho, sem saúde e não tem outro. Eles estão com medo de Ciro, que Ciro vá ser o novo Bolsonaro da próxima eleição. Eu pensava que pudesse ser Moro. Mas quando Moro foi ministro ele perdeu o respeito a nação, pois não podia ter sido ministro de Bolsonaro, um governo que ele mesmo ajudou a construir.

Dizem que a sua delação premiada foi fundamental para a prisão de Lula. É verdade?

É. Tanto é que se você pegar a sentença da condenação de Lula, o Moro usa a minha delação em 25% dela. E se for pegar o TRF4, os desembargadores citam longamente a minha delação. Eu digo que ele sabia de tudo, pois ele sabia que íamos para a Petrobrás para arrecadar recursos, para poder financiar o partido. Ele sabia que o fundo partidário não dava. Eu conversei diversas vezes com ele sobre isso, fazíamos reunião de 15 em 15 dias. Eu, ele e Zé Dirceu falamos várias vezes. Eu me lembro, por exemplo, que na campanha dele de 2006 pedimos dinheiro a ele. E ele falou que "Paulinho" (Paulo Roberto, presidente da Petrobrás) tinha dito a ele que a gente estava bem de dinheiro. Mas o José Janene arrecadava sempre dinheiro e passava para o PT através do Delúbio Soares.

Com quem o senhor ficou preso e dividiu a cela?

Zé Dirceu, Delúbio Soares, Pedro Henry, Valdemar Costa Neto, Zé Genuíno... vivíamos todos lá dentro. O banheiro era coletivo, tinha uma cortina e pronto. Isso era na Papuda. Depois fui para o Cotel e depois para Canhotinho. Fiquei até abril e depois fui para a Polícia Federal em Brasília. Em seguida parti para Curitiba, onde estava Marcelo Odebrecht, esse pessoal todo. Na PF, eu dormia na cama e Marcelo no chão. Era um cara que não tinha nada dessa coisa de rico. O negócio era fazer exercício, era oito horas de exercício.

Quando vocês receberam a notícia da prisão de Lula?

Eu estava em Recife. Eu saí no dia 1 de março de 2017 porque eu não aguentava mais ficar em pé. Eu me internei quatro vezes. Mas eu já estava em casa quando vi a prisão de Lula. Acho que ele foi preso um ano depois da eleição. E achei justa a prisão dele, porque ele tinha que pagar. Ia ser diferente dos outros? Ele deixou os amigos dele na mão. Deixou Zé Dirceu, Palocci, todo mundo se lascar. E aí botou Dilma e nada chegava nele. Chegou nele e chegou na Dilma. Quando fui fazer minha delação, eu avisei a todo o pessoal o que eu ia falar. Eles disseram que iam prender meu filho, minha nora e minha filha. Então, eu tinha que falar. Fiz delação e ele sabia de tudo. Eu apresentei todos os documentos que eu tinha, de valores, transferências, projetos aprovados Petrobrás, fotos de reunião com o presidente Lula... e outras coisas.

Lula é um homem rico hoje?

Não sei. Mas certamente ele é mais rico que eu. Ele disse que tem R$ 12 milhões numa conta e eu não tenho nem um tostão. Meu patrimônio todo não é nem R$ 6 milhões. Não sei como o dinheiro dele se multiplica tanto. Acho que todo diz um dinheiro dele dá luz a outra nota de cem. Já os filhos, eu não sei.

Por que o senhor silenciou por tanto tempo?

Talvez eu escreva um livro. Eu fui deputado por 28 anos. Minha vida foi toda política. E acho que o País precisa de pacificação. Não sei para onde o país vai. Antes existia um acirramento na campanha, mas depois parava. Agora, não sei é porque a esquerda não aceita a vitória a direita, mas tem destruído as pessoas e desestabilizado o governo. Hoje, as pessoas tem medo de tomar atitudes no governo e amanhã estar depondo na Polícia Federal, estar com o rosto estampado nas páginas dos jornais.

Nesse governo Bolsonaro tem corrupção?

Eu não sei. Sei que Bolsonaro nunca recebeu nada de Mensalão nem Lava Jato. Jair só recebia uma cota de selo do fundo partidário. O deputado tinha uma cota de 10 mil selos por mês, que naquela época correspondia a R$ 20 mil. Mas Jair queria mandar 500 mil cartas, então não tinha jeito. Mas aí eu arranjava para ele mais 30 mil selos, pelo fundo partidário. Dinheiro vivo, ele não queria. Ele dizia para dar para outra pessoa, pois ele não precisava. A campanha dele era barata, só gastava com selo para mandar santinho.

Então a oposição nunca vai pegar Bolsonaro em caso de corrupção?

Eu não acredito, pois ele nunca recebeu nada, pelo menos no período que estive à frente do PP.

Por qual motivo o senhor está sem a tornozeleira?

Estava ferindo minha perna, pois sou diabético. Tive até que fazer cirurgia. Tem um despacho da juíza autorizando-me a retirar. O dermatologista disse que eu não posso usar em nenhuma das pernas, pois causa ferimento.

O que o senhor diz sobre Supremo não ter dado andamento ao processo de sua liberdade?

O Supremo não aceita crítica. Acho que essas coisas de dizer que vai estuprar filha de ministro é um absurdo e tem que combater. Mas eles se acham deuses. Ele sequer se adequa ao que decidiram. Eu tive direito a indulto de Dilma e Temer e eles não consideraram. Meu processo foi para as mãos do Barroso, ele perdeu por 7 a 4 no Plenário e mesmo assim ele não cumpre. Ele está sentado em cima do meu processo. Sou diabético, tenho preferência, sou idoso, estou preso e ele não decide. Eu vou entrar com uma medida para mostrar que ele tem que decidir. Isso é abuso de autoridade. Mas aí você vai reclamar do Supremo? Depois do Supremo, só Deus. Os caras são intocáveis.

Depois disso tudo, o senhor pensa em voltar à política?

Eu não sei, o futuro a Deus pertence. Estou com 72 anos e muitos eleitores meus já morreram (risos).

O senhor tem alguma mágoa com o ex-deputado Roberto Jefferson, que incluiu seu nome na Lava Jato?

Eu tinha uma ligação estreita com ele, era meu amigo. E quando ele foi acusado de receber aquele dinheiro do funcionário dos Correios, eu estava indo para Brasília com Severino Cavalcanti e tinha um recado que Roberto Jefferson queria falar comigo. E aí fui à casa dele, e ele me pediu pra eu falar com Severino para dar mais tempo a ele, pois ele iria se defender. E eu falei que Severino ia dar esse tempo. Mas eu disse para ele: "Roberto, vê bem o que você falar. Só diga o que você tiver certeza de que é verdade." E ele disse: "Esse filho da p*** do José Dirceu quer me jantar e antes de ele me jantar eu vou almoçar ele". Ele estava com muita raiva do PT. Eu até falei com Zé Dirceu, mas Dirceu disse: "Se der o governo a Roberto, mesmo assim ele não fica satisfeito". E aí estava nessa confusão. Quando foi no outro domingo, eu vi no jornal que Roberto tinha colocado meu nome. Eu quebrei todos os meus sigilos, mas não adiantou. Joaquim Barbosa não aceitou e me meteu na história. Imaginou que eu tivesse uma relação obscura com o PT e foi isso. Então, fiquei com mágoa de Roberto Jefferson e não quero conversa com ele.

O senhor foi condenado e preso por Sérgio Moro. É verdade que o senhor fazia ele descontrair e até rir com suas reações inusitadas?

Sim. Eu sou um sujeito brincalhão e todo mundo diz que sou simpático. Todo gordinho é simpático. E eu tive duas passagens com Moro. Uma foi em relação a testemunha que era de Limoeiro, um negociante de gado. Só que ele tinha morrido e eu não sabia. Aí chegou na audiência e Moro reclamou do advogado, pois o cara estava morto. Só que eu disse que a testemunha era muito importante para mim. Eu disse que em Pernambuco tinha um pai de santo que iria fazer uma sessão de materialização e a gente ia ouvir a testemunha (risos). Aí Moro deu uma risada que nunca tinha dado. Ele perdeu a compostura. E sempre passou a me cumprimentar. E a outra vez foi que ele mandou um recado dizendo que poderia fazer a audiência com Lula, quando fui ser testemunha contra ele. Foi muita confusão, o advogado me chamava de "meia testemunha" e eu pedi a palavra e disse que não ia aceitar isso e chamei o advogado de "um quarto de advogado". E aí foi o carnaval maior do mundo. Então, o Moro sempre conversava comigo. Agora, perdeu o meu respeito quando ele aceitou ser ministro da Justiça. Ele condenou Lula, que era o principal opositor de Bolsonaro. Ele foi para um governo que não sabia para onde estava indo. Eu não votaria em Bolsonaro porque ele é assim. O pessoal está achando que Jair vai abrir contra o Supremo, mas não vai. Pode vir um trem carregado de dinamite, mas ele não abre. Eu sei quem ele é. E Moro saiu mal, saiu batendo no presidente... tiraram o COAF dele pois os parlamentares não gostam dele. Ele não conseguiu agradar. Ele não aprovou os projetos dele. Não acredito que o futuro político dele tenha sucesso. Pode ser deputado ou senador pelo Paraná, mas mais do que isso, não.

Do Estação Notícias / Magno Martins

Devocional Diário


"Bem-aventurado o homem que suporta a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam." Tiago 1:12

Pensamento: Esta bem-aventurança vem do irmão de Jesus. Ele a havia experimentado! Tiago sabia que valia à pena ficar firme e perseverar quando era atacado. Ele afirmou que Deus nos ama e que Ele fez promessas incríveis referentes ao que nos espera no futuro. Ele sabia que nosso período de provação logo se tornaria um período de grandes bênçãos.

Oração: Querido Senhor e Pai, obrigado por todas as vezes em que o Senhor me fortaleceu quando eu estava sendo atacado, e me sustentou quando eu estava fraco e pronto a desistir. Escreva “perseverança” bem fundo na minha alma, e dê-me um espírito de tenacidade, para que eu possa servi-Lo, independente do que possa acontecer na minha vida. No nome Poderoso de Jesus eu oro. Amém.