quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Poeta brejense Jonnata Henrique homenageia o bar de Cassimiro

Em jornada poética para conhecer a cultura de minha terra, me deparo com a história do famoso Bar de Cassimiro, localizado no centro da cidade, e é sobre ele que irei falar agora, em mais um cordel, sobre Brejo da Madre de Deus.

Bar de Cassimiro, cinquenta anos de tradição

São cinquenta anos funcionando
Vendendo quitutes e produtos seus
Ponto de encontro, de referência
Onde cresceram os teus, os meus
Tradicional venda que me refiro
O familiar Bar de Cassimiro
Em Brejo da Madre de Deus

Av. Cleto Campelo onde aconteceu
Muita história para compartilhar
Me valendo então da poesia
Do cordel novamente registrar
E louvar a cultura desta terra
Cidade acolhedora, tranquila serra
Meu Brejo, sinto orgulho de falar

Sobre anfitrião iremos conversar
Cassimiro, informações de vida
Curiosidades e fatos mostrar
Abordando com atenção devida
Os momentos que estabeleceram
Os capítulos que antecederam
Construção de obra tão querida

07 de Maio de 34, natureza convida
Cassimiro Mateus da Costa vem
No Sítio Serrote apertado atual
Empoeiras, que a Jataúba convém
Se desenvolve, infância vivencia
Com o tempo, então se mudaria
Esperança de progresso ele tem

De seu recanto saindo, vai além
Cidade com água, natureza, fartura
Em Brejo da Madre de Deus
Firma identificação que perdura
Sebastiana Vital da Costa
Mulher que se casa, pois gosta
Com ela uma família emoldura

Quatro filhos tal união configura
Uma divisão exata e proporcional
Carmen e Cleide as mulheres
Os homens, Samuel e Sandoval
Para manter a lar, ele se destina
Inicia a sua promissora sina
Trabalho na área comercial

Pedro Aleixo empreendedor local
Brejense que possuía mercearia
Cassimiro trabalhava atendendo
Empacotando toda a mercadoria
Fazendo entregas dos fregueses
Assim procedeu por longos meses
Alguns anos esteve nesta sintonia

Se começou, terá fim um dia
Deixando então de ser empresário
Residência monta uma budega
Transformando-se num empresário
Com sabedoria ele gerencia
Estabelecimento logo evoluiria
Do progresso era destinatário

Ano de sessenta e nove, o horário
Quatro e meia da manhã, já aberto
Servindo a população em geral
Bar de Cassimiro, projeto certo
Ali, bem no coração da cidade
Utilizava a grande oportunidade
Bom ponto, com clientes perto

O local nunca estava deserto
Com saudosismo devo relembrar
Tantos lojistas notórios do bairro
Na época estavam a trabalhar
A Farmácia de Senhorzinho
De Luiz Dantas era vizinho
Zé de João Nica, conta fechar

Padaria Tabosa existia no lugar
Cinema Carlos Gomes, de Mário Falcão
José Guerra talentoso alfaiate
Completando, ainda houve a gravação
Do primeiro Auto da Compadecida
Adaptada esta obra reconhecida
De Ariano Suassuna na ocasião

Voltando ao famoso bar, uma opção
Para população brejense oferecia
Servindo aquele café-de-manhã
Gostosos bolos Dona Tânia fazia
Apreciados e procurados tira-gostos
Pratos típicos caíram no gosto
E conseguiram fiel freguesia

Sarapatel, passarinha se encontraria
Queijo assado e para acompanhar
Aguardente ou cerveja geladinha
Uma coca-cola, cajuína, guaraná
Bala e chiclete a criança seduz
Vários cigarros da Souza Cruz
Ninguém saía de lá sem comprar

O dono atendia de modo exemplar
Simpatia em pessoa foi em vida
Três de Junho, de dois mil e nove
Nos deixou e logo em seguida
Passa o trono, seu filho Samuel
Igualmente competente menestrel
Tomou conta, marca prosseguida

Cinco décadas da ideia construída
Dos habitantes conhecido cantinho
Solicitar o serviço de moto-táxi
Para pegar destino, bem do ladinho
Propagandas de eventos se faz
Um espaço útil de se colar cartaz
Com divulgação e retorno rapidinho

Aqui expresso, saudações, carinho
A família Vidal e sua nobre intenção
Mantendo por décadas a chama
Acesa da cultura e da tradição
Dona Tânia Vidal meu apreço
Generosa ajuda não tem preço
Dados deste cordel, minha gratidão

Do Estação Notícias / Jonnata Henrique

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