terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Ex-procurador da prefeitura do Brejo faz reflexão do governo Hilário Paulo e alerta o prefeito

“Você está isolado e prestes a passar pelo constrangimento de um afastamento forçado”

CARTA ABERTA AO PREFEITO

Primeiro: É importante salientar que não estou a procura de cargos na Prefeitura, nem pra mim, nem, também, para os meus familiares.

Agora, vamos ao que realmente interessa.

Sempre vi em você uma pessoa digna, humilde, e, mais que tudo, honesta.
Por esse motivo é que resolvi rabiscar essas simples considerações pessoais, esse singelo ponto de vista.

Você foi eleito com uma votação consagradora, que refletiu, naquele instante, um desejo latente na maioria da população do município, a fuga da mesmice, da alternância nociva entre dois caciques no comando do Executivo Municipal.

Criou-se uma expectativa imensa a respeito de sua atuação como gestor dos destinos dessa terra.

Em pouco espaço de tempo você imprimiu uma marca pessoal bastante positiva no seu jeito de governar.

Isso não durou muito tempo.

Os conchavos, a troca de favores e a concessão gratuita de cargos minaram a máquina administrativa e lhe deixaram refém de repasses federais corroídos por uma crise nacional sem precedentes, além de estarem bastante comprometidos com parcelamentos aos quais você não deu causa.

Tudo isso corroeu a sua administração e lhe fragilizou aos olhos dos fornecedores, e, mais que isso, aos olhos dos professores, dos inativos, dos demais servidores, porque ninguém consegue apoiar por muito tempo uma administração capenga, vacilante e omissa em relação aos seus compromissos, que mente descaradamente e que vira as costas ao direito dos seus servidores.

Num cenário desses, os abutres, os aproveitadores de última hora, deitam e rolam na intenção da satisfação de seus anseios nefastos.

Os sinais desse isolamento, a que estão lhe submetendo, tornaram-se bastante visíveis quando do período eleitoral que passou.

Um verdadeiro samba do crioulo doido, um salve-se quem puder.
Você já parou para refletir quantos ficaram incondicionalmente do seu lado?
Já fez um levantamento de quantos fizeram corpo mole?
De quantos lhe traíram?
Já os identificou?

Por conta disso, o seu grupo dividiu-se, acabou por completo.

Digo seu grupo, porque o Prefeito é você, quem manda, quem comanda, é você.
É assim que funciona em qualquer parte do mundo.

Esse episódio da eleição da Câmara demonstra a toda evidência tudo que estou tentando dizer neste momento.

Você está isolado e prestes a passar pelo constrangimento de um afastamento forçado, tanto através da via judicial quanto por iniciativa do Poder Legislativo local.

Argumentos, você sabe que existem. Força política, também. Então? Restam a você três opções, apenas:

A primeira: Esperar o que vai acontecer e ser afastado sumariamente do cargo.

A segunda: Renunciar e entregar aos seus algozes um mandato legitimamente conquistado.

A terceira: Sozinho, sem qualquer interferência, decidir governar, agir como chefe e, mudar, mudar radicalmente tudo que vem acontecendo nesses dois anos de seu mandato.

Essa mudança radical passa inapelavelmente por uma moratória negociada com os credores, pela demissão ou exoneração em massa desse grande contingente de apaniguados e indicados políticos de quem traiu a sua confiança e, por último, e mais importante, pelo pagamento em dia a todos os servidores, sejam eles inativos, pensionistas em atividade, além do respeito aos direitos inerentes aos profissionais da educação.
Feito isso.

Você eliminará os traidores, retomará a confiança dos servidores, além de salvar o seu mandato.

Só depende de você.

Do Estação Notícias (carta publicada no Facebook do senhor Ytagibe Pereira).

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