quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Mais uma consumidora encontra rato em saco de pipoca em Pernambuco

Por causa do ocorrido, atendente de telemarketing passou mal, precisou ser socorrida e passou dois dias enjoada e sem conseguir comer

Após uma criança ter encontrado um rato dentro de um saco de pipoca da marca Kinitos e a Vigilância Sanitária ter interditado a fábrica da marca pela falta de adequação às normas do órgão, mais uma consumidora denunciou ter encontrado um roedor morto dentro de uma embalagem de pipoca. O relato foi feito pela atendente de telemarketing Marília Borba, que registrou boletim de ocorrência na Delegacia do Consumidor, no Recife.

Marília conta que comprou o pacote de pipocas na sexta-feira (28) nas proximidades do local onde trabalha, no bairro de Santo Amaro, e, após abri-lo, sentiu um cheiro estranho. “Logo olhei a validade e estava ok, para 2019. Fui olhar se ela estava violada pra ver se algum bicho tinha entrado e estava ok. Continuei comendo e entrei na empresa junto com minha amiga. Ela olhou dentro do saco, viu algo preto dentro da minha pipoca e gritou que era um rato”, contou Marília. O aspecto do corpo do animal, bastante ressecado, gerou a suspeita de que ele foi para o forno junto com o alimento durante o processo de fabricação.

Por causa do ocorrido, Marília passou mal, precisou ser socorrida em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e passou dois dias enjoada e sem conseguir comer. Tanto a pipoca quanto o corpo do rato serão analisados pelo Instituto de Criminalística (IC), e a expectativa é de que o resultado saia em cerca de 25 dias. Caso seja comprovado que o animal estava dentro do pacote, os donos da empresa responsável pela produção devem responder por venda de alimento impróprio ao consumo humano, com pena que varia entre dois e cinco anos de reclusão.

Confira a reportagem da TV Clube Recife
Interdição da fábrica

A fábrica da Kinitos, instalada no bairro do Brejo da Guabirana, Zona Norte do Recife, e responsável pela produção de pipocas e biscoitos distribuídos em todo o estado, está impedida de prosseguir com as atividades até que a linha de produção se encaixe nos requisitos exigidos pela Vigilância Sanitária. Toda a pipoca em produção e os produtos já ensacados para comercialização foram recolhidas e incinerados durante uma inspeção feita pelo órgão no local.

Durante a vistoria realizada no local onde os alimentos são produzidos e embalados, foram detectadas diversas infrações. Segundo a delegada da Delegacia do Consumidor, Beatriz Gibson, as condições de produção encontradas na fábrica foram consideradas inadequadas. Na fábrica, um espaço no qual se colocavam os resíduos e sacos de rejeitos da empresa foi encontrado, mas esse material não era recolhido regularmente. Além disso, o maquinário não passava por manutenção.

Primeira denúncia

A primeira denúncia sobre a marca de pipoca Kinitos ocorreu no dia 23 de setembro, quando um menino de nove anos encontrou um rato dentro da embalagem após comer mais da metade do pacote. Os pais da criança também prestaram queixa na Delegacia do Consumidor.

Outra denúncia recebida pela polícia foi formalizada pela mãe de uma criança que passou mal após comer um biscoito da mesma fábrica. Tanto a embalagem da pipoca na qual foi encontrada o rato quanto a do biscoito consumido pela criança que passou mal foram encaminhadas para análise no Instituto de Criminalística (IC). Um inquérito foi instaurado para investigar o fabricante.

Nessa segunda-feira (1º), a Polícia Civil de Pernambuco instaurou inquérito para investigar a produção de biscoitos da marca. Os produtos não possuem prazo de validade legível e não apresentam lote de fabricação.

Marca afirma realizar controle de pragas e insetos semanalmente

A Ordep Fabril Nordeste LTDA, fabricante da pipoca, afirmou, em nota, que atua no mercado há mais de 45 anos e segue as normas sanitárias, com processos industriais rigorosos e constantes fiscalizações. Destacou ainda que colabora com as autoridades para esclarecer os fatos. Segundo a fábrica, há controle de pragas e insetos semanalmente, além um contrato de coleta e descarte de lixo, não havendo possibilidade de proliferação de roedores.

Do Estação Notícias / OP9

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