domingo, 20 de setembro de 2015

Gerente Regional da Compesa concedeu entrevista ao Blog Estação Notícias e falou sobre o problema no abastecimento d’água na cidade. Segundo ele, caminhões pipa de Santa Cruz do Capibaribe vieram pegar água em Brejo após problemas na Adutora de Tabocas

A Barragem de Santana II está atualmente com 92,2% de sua capacidade, faltando 44 centímetros para sangrar.

O fornecimento d’água em Brejo da Madre de Deus tem deixando muita gente revoltada com a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). A comerciante Maria Natália Guenes Campos procurou nossa reportagem para fazer sua reclamação, ela alega que mesmo com a Barragem de Santana II cheia, o abastecimento piorou na cidade e está faltando água em muitas ruas.

“Não tem condição de uma coisa dessa está acontecendo agora com a barragem cheia, pois quando a mesma estava quase seca, tinha muita água nas torneiras pra todo mundo, mas agora com a barragem quase sangrando não temos mais água, isso é um absurdo”, disse Natália.

Para a comerciante o problema piorou quando foram acrescentados mais caminhões pipa para abastecerem aqui em Brejo da Madre de Deus.

“Todo mundo está vendo que depois que estes caminhões pipa de Santa Cruz do Capibaribe vieram abastecer aqui, começou a faltar água nas torneiras”, concluiu Natália.
O Blog Estação Notícias entrou em contato com Mauro Heitor, gerente regional da Compesa, e o mesmo explicou detalhadamente o problema que hoje ocorre no abastecimento na sede do município.

“Estamos enfrentando problemas no abastecimento d’água em Brejo da Madre de Deus devido à vasão que está pouca, ou seja, estamos recebendo na Estação de Tratamento (ETA) apenas 13 litros por segundo, quando o ideal seriam 23 litros por segundo. A bomba que antes estava funcionando tinha sido desativada devido às chuvas e ao frio, não estava sendo necessária sua utilização, mas agora, com a chegada do calor e o aumento do consumo já estamos providenciando o retorno dessa bomba para que possamos normalizar o abastecimento na cidade”, disse o gerente.

A nossa reportagem um funcionário da Compesa contou que a bomba foi instalada na Barragem de Santana II na ultima quinta feira (17), mas na sexta-feira (18) a mesma apresentou problemas. Uma equipe de técnicos da Compesa virá a Brejo da Madre de Deus nesta segunda-feira (21) para solucionar o problema em definitivo.

Em relação aos caminhões pipa de Santa Cruz do Capibaribe estarem abastecendo em Brejo da Madre de Deus, o gerente regional da Compesa afirmou que ocorreu um problema no abastecimento na Adutora de Tabocas, por isso alguns caminhões de Santa Cruz do Capibaribe vieram pegar água em Brejo para abastecer escolas e hospitais.
Foto registrada por um cidadão que ficou indignado com a quantidade de caminhões pipa que aguardavam a vez para abastecer.

“O abastecimento na Adutora de Tabocas deu problemas na semana passada, tivemos que buscar água emergencialmente em outras localidades para abastecermos hospitais e escolas em Santa Cruz do Capibaribe. Mandamos cinco caminhões pipa, sendo dois cadastrados pela Compesa e outros três cadastrados pela prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe, para buscar água em Brejo da Madre de Deus. Os dois caminhões pipa da Compesa deram duas viagens cada de segunda a sexta, e os três caminhões pipa da prefeitura deram duas viagens cada, durante apenas dois dias. Creio que nesta semana que se inicia o sistema volte ao normal na Adutora de Tabocas e não será mais necessário os caminhões irem buscar água em Brejo”, disse Mauro Heitor, que também afirmou que a Compesa enviou dez caminhões pipa para buscar água na cidade de Cupira.

Segundo informações, pelo menos oito caminhões pipa estão cadastrados em Brejo da Madre de Deus para abastecer todo o município. Cinco são cadastrados pela Compesa e três cadastrados pela prefeitura. Esses veículos são carregados no ponto de abastecimento, também conhecido por bengala, que fica de frente ao Clube Aquarius no centro da cidade.
Ponto de abastecimento em frente ao Clube Aquarius.

Sobre a reclamação por parte de algumas pessoas de que caminhões pipa abastecem fora do horário, até mesmo de madrugada, o funcionário da Compesa afirmou que “o abastecimento para o hospital é prioridade, e que se não ocorrer durante o dia, na hora que faltar água na unidade de saúde tem que abastecer, seja de noite ou até mesmo de madrugada”.

Do Estação Notícias

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