sábado, 11 de abril de 2015

Envolvido no Petrolão: STF autoriza transferência de Pedro Corrêa para prisão em Curitiba

Segundo a polícia, além do mensalão  o ex-deputado também está envolvido no esquema denominado Petrolão

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (10) a transferência do ex-deputado Pedro Corrêa, atualmente preso no interior de Pernambuco, para a carceragem da Polícia Federal em Curitiba.

O político é um dos alvos da 11ª fase da operação, deflagrada nesta sexta e voltada para crimes na Caixa Econômica Federal (CEF) e no Ministério da Saúde.

A decisão de Barroso foi baseada em pedido do juiz Sergio Moro, responsável pelos processos relacionados à Operação Lava Jato no Paraná.
Condenado no julgamento do mensalão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Corrêa atualmente cumpre pena em regime semiaberto no Presídio de Canhotinho (PE). Nas investigações sobre o esquema de corrupção na Petrobras, ele teve o nome citado pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, como recebedor de propina de R$ 5,3 milhões.

O pedido de transferência foi encaminhado ao ministro Luís Roberto Barroso, responsável pelas execuções penais dos presos no processo do mensalão. No mandado de prisão preventiva - cujo prazo é indefinido e visa prevenir a ocorrência de novos crimes - Moro autoriza o uso de algemas caso os policiais considerem necessário.

Pedro Corrêa foi condenado a 7 anos e 2 meses de prisão no processo do mensalão por recebido dinheiro em troca de apoio político no Congresso ao governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ele se entregou à PF em Brasília em dezembro de 2013 e transferido no mesmo mês para Recife. Em abril do ano passado, ele foi autorizado a trabalhar fora do presídio como médico, mas depois passou a trabalhar na cocheira no Centro de Ressocialização do Agreste, em Canhotinho, a 210 quilômetros do Recife.

No mês passado, o Fantástico mostrou que a cela do ex-deputado conta com banheiro individual, TV de tela plana, DVD, ventilador e fogão com botijão de gás. A defesa dele chegou a pedir redução da pena por trabalho e estudo, mas o juiz responsável pela execução da pena negou, apontando suspeitas sobre se realmente cumpriu as jornadas.

No caso da Lava Jato, Paulo Roberto Costa disse que dinheiro oriundo de propina foi repassado ao ex-deputado no primeiro semestre de 2010 para abastecer sua campanha eleitoral.

Quando as declarações de Costa se tornaram públicas, o advogado do ex-deputado, Clóvis Corrêa, disse que desconhecia o recebimento de qualquer quantia em dinheiro para o financiamento de campanha de seu cliente.

Nesta sexta, a PF disse que ele continuou recebendo uma espécie de "mesada" mesmo após ter tido o mandato cassado na Câmara dos Deputados em 2012. Alguns pagamentos, de acordo com a Polícia Federal, foram feitos pelo doleiro Alberto Youssef.


Do Estação Notícias Fonte G1

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